A Europa pode garantir sua autonomia na defesa? A questão surge agudamente após os ataques e pressões do governo Trump sobre democracias européias, quando o conflito na Ucrânia lançado por Vladimir Putin entra em seu quarto ano.
O assunto acaba sendo espinhoso porque, quase trinta e cinco anos após o final da Guerra Fria, os gastos militares da grande maioria dos estados do antigo continente caíram bruscamente. Hoje, as forças armadas européias não são mais consideradas independentes ou prontas para um conflito de alta intensidade.
O plano “Rearmer Europa”, apresentado recentemente pelo Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, bem como o Fundo Especial de Modernização para o Bundeswehr na Alemanha ou a Lei de Programação Militar de 2024-2030 na França, testemunham a vontade dos líderes europeus a reinvestir questões estratégicas de Washington. Mas, além do financiamento, a rearmar o continente também é um desafio industrial e tecnológico sem precedentes para as economias européias.
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